Esquema milionário de desvio está ligado a farmácias na Coophavilla e em Ribas

Farmacêuticos foram presos suspeitos de fraude em compra de remédios de alto custo Por Anahi Zurutuza..

Esquema milionário de desvio está ligado a farmácias na Coophavilla e em Ribas
No início da noite desta sexta-feira, a Farmácia Vitória, no Ouro Verde, estava fechada (Foto: Paulo Francis)... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/esquema-milionario-de-desvio-esta-ligado-a-farmacias-na-coophavilla-e-em-ribas

O esquema de desvios de recursos da Saúde para a compra de medicamentos de alto custo que movimentou R$ 78 milhões está ligado a farmácias “acima de qualquer suspeita”, nenhuma delas vinculadas a grandes redes. Uma delas fica numa das principais ruas do Bairro Coophavilla 2, em Campo Grande, e a outra, em Ribas do Rio Pardo..

As empresas pertencem a dois farmacêuticos investigados na Operação OncoJuris, que desvendou estratégia para manipular decisões judiciais, inflar contratos e viabilizar a compra de remédios com preços superfaturados, alguns deles sem registro sanitário.

Nesta quinta-feira (23), a força-tarefa foi às ruas em busca de provas contra o esquema em endereços no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. A ofensiva também prendeu cinco pessoas, entre elas o farmacêutico Reginaldo Pereira dos Santos, de 54 anos.

Ele é dono da Drogaria Vitória, no Jardim Ouro Verde, região da Coophavilla 2, empresa com cadastro ativo desde 2012. No mesmo endereço, ele mantém a Medic Import, aberta em julho de 2025. A empresa se apresenta na internet como importadora de medicamentos auxiliando “pacientes em todo o Brasil”, com suporte completo, transparência e comodidade”. No CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), tem como atividade econômica principal o “agenciamento de serviços e negócios em geral”.

À Justiça, apesar de ser dono das duas empresas, Reginaldo declarou renda de R$ 4 mil. O farmacêutico passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (24) e permanecerá preso. Contra ele, pesou mandado de prisão temporária com prazo de 5 dias.

Mais detalhes sobre a participação de cada um dos investigados no esquema não foram divulgados. O advogado de Reginaldo, Anderson Benites, informou que a defesa ainda não teve acesso aos autos, mas diz confiar na inocência do cliente. “Ao final tudo será esclarecido”.


Luiz Henrique Marino, de 50 anos, em foto divulgada pelas redes sociais (Foto: Reprodução)
Também preso na operação foi o farmacêutico Luiz Henrique Marino, de 50 anos. Apontado como integrante da organização criminosa investigada, com atuação ligada ao fornecimento ou intermediação da compra de medicamentos, ele é dono da Multidrogas, em Ribas do Rio Pardo..


Luiz Henrique Marino, de 50 anos, em foto divulgada pelas redes sociais (Foto: Reprodução)
Também preso na operação foi o farmacêutico Luiz Henrique Marino, de 50 anos. Apontado como integrante da organização criminosa investigada, com atuação ligada ao fornecimento ou intermediação da compra de medicamentos, ele é dono da Multidrogas, em Ribas do Rio Pardo..

Farmácia em Ribas do Rio Pardo que pertence a um dos investigados (Foto: Divulgação)